Copas do Mundo
Página Inicial
Notícias
Artigos
História das Copas
Copa do Mundo de 1930
Copa do Mundo de 1934
Copa do Mundo de 1938
Copa do Mundo de 1950
Copa do Mundo de 1954
Copa do Mundo de 1958
Copa do Mundo de 1962
Copa do Mundo de 1966
Copa do Mundo de 1970
Copa do Mundo de 1974
Copa do Mundo de 1978
Copa do Mundo de 1982
Copa do Mundo de 1986
Copa do Mundo de 1990
Copa do Mundo de 1994
Copa do Mundo de 1998
Copa do Mundo de 2002
Copa do Mundo de 2006
Copa do Mundo de 2010
Copa do Mundo de 2014
Copa do Mundo de 2018
Copa do Mundo de 2022
Mascotes das Copas
Copa das Confederações
Livro de Visitas
Links
E-mail

 

Ademar Pimenta - o técnico da Copa do Mundo de 1938

 

Para a seleção brasileira, a Copa do Mundo de 1938 foi cheia de problemas que impediram um melhor rendimento da equipe. O técnico foi Ademar Pimenta que, em entrevista a Manchete Esportiva, contou os grandes problemas que enfrentou.

“Escolhi o que de melhor tinha no futebol brasileiro. Na época, dirigentes, clubes e imprensa insinuavam quem deveria ser convocado. Venci essa etapa. Na véspera do embarque, fiz uma reunião com o pessoal e disse que não admitiria mulheres na delegação. Quando, já no cais, o chefe da delegação veio me explicar que as mulheres de Nariz e Luizinho viajariam com a delegação. O que eu podia fazer naquela altura ? A determinação partiu das autoridades. E com aquele contratempo rumamos para a Europa”.

“A escala determinava uma parada em Salvador. Nessa cidade, Tim e Patesko usaram e abusaram de bebidas alcoólicas. Pedi o desligamento dos dois e não fui atendido. Seguimos nossa viajem e quando chegamos a França fomos para o Hotel. Os quartos destinados aos jogadores ficavam nos fundos do Hotel. Nariz, Luizinho e suas mulheres, mais os dirigentes, ficaram na ala central do Hotel, fora portanto, do nosso controle. Eles tomavam vinho às refeições, não tinham horário nem regime. Os outros jogadores não gostaram desse privilégio e o clima não ficou bom. Minha intenção era colocar para o jogo de estreia a ala Tim e Patesko. Quando fui procurá-los encontrei os dois bebendo chope. Chamei Castelo Branco, chefe da delegação, fomos ao restaurante e os jogadores continuavam com uma pilha de chopes. O dirigentes não disse nada nem tomou nenhuma providência”.

“O zagueiro Nariz, acadêmico de medicina, era o médico da delegação. Ele dispensava jogadores dos treinamentos, principalmente o companheiro Luizinho e a dupla Tim e Patesko. Às vésperas do segundo jogo fiquei sabendo que não poderia contar com o centro avante reserva Niginho. Ele estava impedido de atuar pela Federação Italiana, pois ele ainda estava vinculado ao futebol da Itália. Ai perdemos a copa. Fizemos dois jogos contra a Tchecoslováquia em dois dias. Um empate e uma vitória. No segundo jogo lancei todo o time reserva, menos Leônidas que não tinha substituto. E Leônidas se contundiu. Até chegar o jogo com a Itália eu tinha esperanças de contar com Leônidas. Ele ficou horas e horas numa banheira de água salgada tentando se recuperar. É mentirosa a versão de que ele não quis jogar. Não jogou porque não podia. Quando a noticia chegou aos jogadores foi um grande decepção. Leônidas era a nossa bússola. Perdemos por 2x1 e ficamos em terceiro lugar depois de vencer a Suécia no jogo seguinte. Com relação ao pênalti de Domingos da Guia, que muitos afirmam que o juiz errou, posso dizer que realmente houve a penalidade máxima. Piola provocou o nosso zagueiro que perdeu a cabeça e, numa bola dividida, chutou o artilheiro italiano. Poderíamos ter ganho a copa de 1938, mas a desorganização e os privilégios de certas pessoas da delegação, nos tirou todas nossas chances de vencer”.

Copa de 1938

A foto mostra parte da delegação brasileira na porta do hotel,na França. Observem no alto do lado esquerdo desta foto. Os jogadores Nariz e Luizinho estão sem uniforme e conversando com dirigentes.

 

Próximo artigo: Alegria dos uruguaios em 1950


Última atualização: 24/09/13. Política de privacidade  |  Mapa do Site