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A Inglaterra ganhou a Copa mais difícil em 1966

 

Antes de começar a Copa do Mundo de 1966, durante os treinamentos, o treinador Alf Ramsey, sempre afirmava categoricamente: “A Inglaterra vencerá”. De início, não se deu muita importância a convicção do técnico inglês. Mas logo a frase, curta e incisiva, repetida sempre com a mesma ênfase, se tornou o lema do torcedor inglês antes e durante o campeonato. Organizados, conscientes, trabalhando sem descanso, dentro e fora do campo, os ingleses sabiam o que estava fazendo.

Alf Ramsey representava, de fato, uma mudança de mentalidade no comando da seleção inglesa. Sua experiência em Copas do Mundo, como jogador, eram considerável. Ramsey foi um lateral, muito aplicado, mas pouco brilhante e que participou da copa do mundo de 1950, quando sofreu a humilhante derrota para os Estados Unidos. Como observador, esteve na Suíça, Suécia e Chile, vendo e anotando tudo que ele considerava interessante para seu trabalho de treinador. Ele tinhas idéias próprias a respeito do treinador de uma seleção como a Inglaterra. Achava que não podia dirigir uma equipe altamente profissionalizada com métodos quase amadoristas. Nem se podia deixar que a convocação e até, escalação do time, ficasse com conta de uma comissão integrada por velhos dirigentes do futebol inglês. Quando Alf Ramsey foi convidado para ser o treinador da Inglaterra, tratou logo de impor uma condição: “Eu mesmo foi convocar e escalar os jogadores da nossa seleção”. Quando assumiu, em 1963, os efeitos de seus métodos de treinamentos não tardaram a se fazer sentir. Ramsey não era um estrategista, um criador de táticas e sistemas. Mas, era um batalhador incansável, que levava seus jogadores para o campo logo cedo pela manhã, e somente os liberava quando atingia seus objetivos.

Ramsey sabia que a Copa de 1966 seria, certamente, a mais difícil de todas já disputadas. Na Europa, todos se preparavam intensivamente, adaptando-se a nova concepção de futebol, menos individual e mais coletivo. Os grandes talentos individuais teria que abrir mão de seu virtuosismo para se transformar em partes de um conjunto ajustado. O treinador inglês achava que jogadores não tão brilhantes, mas fisicamente bem preparados para correr e cumprir em dobro duas tarefas em campo, poderiam ser mais úteis que os gênios do futebol. O futebol, cada vez mais, era um esporte que a luta pela bola, pelos espaços do campo, dependiam fundamentalmente de fôlego redobrado, de músculos fortes e reflexos apurados. Os Europeus seguiram esse linha de raciocínio e os treinadores das seleções cuidavam mais da preparação física e que se dotasse o jogador de condições que lhe permitisse superar, no plano tático, adversários tecnicamente mais brilhantes.

As oitavas de final começou fria, com a maioria das seleções jogando um futebol retrancado e violento. No grupo um, não houve surpresas. Inglaterra e Uruguai se classificaram, com eliminação da França e do México. No grupo dois, Alemanha e Argentina confirmaram o que se esperava. Espanha e Suíça ficaram de fora. O Brasil ficou no grupo três e teve uma dura e real decepção. Perdeu para os classificados Portugal e Hungria. Vencendo apenas o outro desclassificado, a Bulgária. Para o grupo quatro ficou a grande decepção. A coradíssima Itália foi desclassificada pela frágil Coréia do Norte que continuou na Copa junto com União Soviética. Itália e Chile voltaram para casa mais cedo.

A Inglaterra que lutava para conquistar a Copa do Mundo, não começou muito bem. O zero e zero contra os uruguaios não foi bem recebido pela torcida que esperava muito mais de sua seleção. Contra o México, um modesto 2x0, também não agradou. Mesmo assim, os ingleses se classificaram para as quartas de final. Seu adversário foi a Argentina e, a Inglaterra venceu por 1x0, em partida discutida. Somente depois da expulsão de Rattin da Argentina, os ingleses conseguiram fazer o gol único do jogo. Nos outros resultados, a Alemanha venceu o Uruguai por 4x0. A União Soviética derrotou a Hungria por 2x1 e Portugal ganhou da Coréia do Norte por 5x3, em um dos jogos mais movimentos da Copa.

As duas semi finais premiavam, exatamente, as quatro seleções que melhor se representavam as concepções: o preparo físico como base na aplicação técnica, o jogo de conjunto e o espírito de equipe. A Inglaterra derrotou Portugal por 2x1 e, pelo mesmo marcador a Alemanha venceu a União Soviética.

A finalíssima foi disputada no estádio de Wembley. A decisão estava entre Inglaterra e Alemanha, as duas mais eficientes equipes do futebol força. Força no preparo físico, nas condições atléticas, para permitir que uma equipe utilizasse em todo espaço do campo, seus onze jogadores, combinado num esforço conjunto, atacando e defendendo. Inglaterra e Alemanha jogavam assim, e assim foram para a decisão no dia 31 de julho. A rigor, qualquer uma das duas seleções poderiam ter ganho. Os 2x2 no tempo regulamentar, diziam bem da igualdade entre os dois finalistas. Mas, os ingleses tinham algo mais a seu favor. O estádio de Wembley e uma torcida que não parava de cantar e gritar: Inglaterra ! Inglaterra ! Inglaterra! Tudo isso ajudava ao técnico Alf Ramsey a ver sua profecia se confirmar. A Inglaterra venceu a prorrogação por 2x0. O primeiro gol foi discutido. O juiz apontou para o meio do campo dando como legitimo um gol em que a bola não entrou na meta alemã. Mais tarde, filmes e fotos correram o mundo mostrando que a bola não tinha cruzado a linha de meta. Mas Hurst, marcaria outro gol na prorrogação, liquidando a Alemanha e conquistando o titulo de campeão do mundo para a Inglaterra. No dia seguinte, o “The Times”, que 16 anos antes noticiara o fracasso inglês no mundial de 1950 em forma de anúncio fúnebre, ampliava seu noticiário esportivo para ressaltar que, “se a Inglaterra dera o futebol ao mundo, nada mais justo do que receber a taça de ouro como prêmio”.

 

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Última atualização: 24/09/13. Política de privacidade  |  Mapa do Site