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Campanhas antirracismo deverão ser realizadas durante a Copa de 2014

 

Visando evitar manifestações racistas durante a Copa do Mundo de 2014, a ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do Governo Federal, Luiza Bairros anunciou que negocia com a CBF e com o Ministério do Esporte a realização de campanhas antirracistas ao longo do importante evento.

De acordo com Bairros, a iniciativa já conta com o apoio da Confederação Brasileira de Futebol e começa com uma boa base para a realização das ações. “A CBF aceitou essa ideia com bastante alegria porque já é um trabalho feito pela FIFA na Europa. Portanto, teremos toda a possibilidade de reproduzir", disse  durante o seminário Empreendedorismo e Igualdade Racial em Grandes Eventos Esportivos, realizado no Rio de Janeiro.

Para a concretização do projeto serão necessárias mais conversas com a CBF e o envolvimento dos patrocinadores oficiais da competição, segundo a ministra. Caso aprovada, a campanha não deverá se restringir aos estádios. “Se no futebol os negros são motivo de orgulho nacional, devemos ter a participação deles em todos os setores". No Brasil este tipo de campanha nunca foi realizado, segundo informações da CBF.

O Conselho Estadual dos Direitos dos Negros (Cedine) do Estado do Rio de Janeiro já se movimenta para coibir as práticas racistas durante a Copa e defende que a Lei Caó (na qual o racismo é tido como crime inafiançável) seja aplicada aos estrangeiros também. "A sociedade civil será uma espécie de olhos, ouvidos e boca desse segmento por meio de várias entidades no Brasil", declarou o presidente do Cedine Rio, Paulo Roberto Costa. 

No Brasil, uma atitude contra o racismo que teve grande repercussão foi protagonizada por Loco Abreu. Em abril deste ano o atacante do Botafogo entrou em campo calçando uma chuteira branca e outra preta, em ação promovida pela Asics, patrocinadora do atleta. A ideia rendeu um Leão de Bronze no festival de publicidade de Cannes. 

No continente europeu, onde manifestações racistas das torcidas não são raras, a UEFA lança no dia 17 de outubro uma campanha contra a prática. Durante uma semana, serão realizadas em 40 países atividades para conscientizar jogadores, torcidas e dirigentes.

Fonte: Uol Esportes


Última atualização: 24/09/13. Política de privacidade  |  Mapa do Site